sábado, 3 de junho de 2017

O que é MUSEOLOGIA?


O Sisu passou e quem fez Enem ano passado encerrou um ciclo. Para o bem ou para o mal, acabou. Agora, uma nova leva de estudantes chega no meio do ano e alcança o auge da época de estudos para o vestibular. Aquele momento mágico em que a rotina já foi colocada em prática com toda a força, porém sem o cansaço do fim de ano. É pra você que está decidindo sua profissão que eu venho apresentar mais uma alternativa. Minhas opções eram jornalismo, letras (grego e italiano, é bom ressaltar) e história. A vida é feita de surpresas e eu fui parar em museologia. Talvez você conheça, mas a maioria com certeza não. É por isso que estou aqui!

Como descobri o curso? 
Em janeiro o Sisu teve seu período ampliado por conta de problemas de acesso. Minha primeira opção era Comunicação Social na UFRJ, e estava alternado a segunda entre os dois cursos de Letras que citei, também da UFRJ. Com a subida que a nota de corte teve no primeiro, todos os dias eu procurava novas opções. Em nenhum momento pensei em desistir do jornalismo, mas quando você entra no sistema dá muita vontade de testar tudo, principalmente caso se interesse por vários cursos; já fica aqui um relato pra te ajudar no próximo ano. Outro dia podemos conversar mais sobre!

A dúvida entre biblioteconomia e museologia: 
Os dois cursos possuem ênfases no estudo da produção e organização de conhecimento, mas são direcionamentos diferentes. A gente pode até fazer matérias em comum, mas cada uma tem sua área de atuação. Na época, eu pesquisei a grade das duas (clique aqui e aqui). Lembrando que cada universidade possui um foco, um estilo de currículo.

O que é MUSEOLOGIA?
Estudo e análise das relações entre a natureza, o homem, a sociedade, a cultura e diferentes manifestações no museu, tempo e espaço. (Definição do quadrinho que tem na faculdade pra ajudar os perdidos).

O que faz um museólogo?
A profissão é regulamentada no Brasil. O Conselho Federal de Museologia define as atividades da seguinte forma: 
I – ensinar a matéria Museologia, nos seus diversos conteúdos, em todos os graus e níveis, obedecidas as prescrições legais; 
II – planejar, organizar, administrar, dirigir e supervisionar os museus, as exposições de caráter educativo e cultural, os serviços educativos e atividades culturais dos Museus e de instituições afins; 
III – executar todas as atividades concernentes ao funcionamento dos museus; 
IV – solicitar o tombamento de bens culturais e o seu registro em instrumento, específico;
V – coletar, conservar, preservar e divulgar o acervo museológico;
VI – planejar e executar serviços de identificação, classificação e cadastramento de bens culturais; 
VII – promover estudos e pesquisas sobre acervos museológicos;
VIII – definir o espaço museológico adequado à apresentação e guarda das coleções; 
IX – informar os órgãos competentes sobre o deslocamento irregular de bens culturais, dentro do País ou para o exterior; 
X – dirigir, chefiar e administrar os setores técnicos de museologia nas instituições governamentais da administração direta e indireta, bem como em órgãos particulares de idêntica finalidade; 
XI – prestar serviços de consultoria e assessoria na área de museologia; 
XII – realizar perícias destinadas a apurar o valor histórico, artístico ou científico de bens museológicos, bem como sua autenticidade; 
XIII – orientar, supervisionar e executar programas de treinamento, aperfeiçoamento e especialização de pessoa das áreas de Museologia e Museografia, como atividades de extensão; 
XIV – orientar a realização de seminários, colóquios, concursos, exposições de âmbito nacional ou internacional, e de outras atividades de caráter museológico, bem como nelas fazer-se representar.

Onde um museólogo pode trabalhar?
Museus, galerias de arte, programas e centros de memória, centros de documentação e informação, centros educacionais, escolas, universidades, centro de ciência e tecnologia, jardins botânicos, zoológicos, aquários e planetários, parques e reservas naturais, sítios arquelógicos e históricos, empresas, coleções públicas e particulares, produtoras de filmes e de vídeos, estações de rádio e tv, arquivos, bibliotecas, teatros e cidades-monumento. UFA!

Fiquei com preguiça ou me perdi, pode resumir?
As atividades são na área de pesquisa, preservação/conservação, documentação/informação, interpretação/educação, administração, desenhos de política de cultura e desenvolvimento sustentável.

Queridos, a intenção era fazer este post enquanto estou no primeiro período mesmo, para que ao longo do curso o que eu for aprendendo possa ser acrescentado. Espero que tenha ajudado te aberto os olhos pra uma nova possibilidade, que possui muuuita variedade de pessoas, gostos e áreas misturadas. Se você quer tirar mais alguma dúvida deixe nos comentários que farei o possível pra ajudar! 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ruídos


Um rádio quebrado, uma televisão sem antena e um computador sem internet. Uma mente atordoada. Cheia de ruídos, como saber o que ouvir? Nada pior que sair de uma conversa sem saber se a resposta foi correta ou se a pergunta foi impertinente. Anotação mental: ninguém quer causar problemas ou ser mal compreendido, por isso deveríamos aprender a amar o silêncio de vez em quando. 

Meus fones tocam uma música baixa e sempre quero estar pronta pra escutar o ambiente, infelizmente já cometi erros. Quero esvaziar minhas pastas pra poder anotar e lembrar novamente do que era importante. Quero saber a hora certa de dar as costas, mas também o momento de voltar e dar o abraço que não foi pedido, mesmo que necessário. Se precisar, até mesmo guardar a canção de fundo.

Falar e fazer as coisas da melhor maneira, não causar danos. Caso alguma xícara quebre, que seja fácil de consertar. Não deixar os cacos no chão durante muito tempo porque se alguém pisar só trará mais dor e para muito mais gente. Entender os vidros rachados dos outros, e saber que colá-los na mesma hora que os meus pode deixar tudo muito mais sujo que o necessário.

Ligar o rádio no carro e aguentar os ruídos, as interferências no sinal pelo tempo que for. Esperar com paciência a hora em que a estação vai sintonizar de maneira clara e todas as músicas serão escutadas e cantadas. Quando o tráfego ficar pesado, ele será minha distração até que o movimento padrão da rodovia retorne.

Caso o telefone toque, enquanto a viagem continuar, já terei treinado pra replicar nos intervalos certos. Abaixarei a música pra finalmente ouvir os sons ao meu redor, mesmo que relutando. Ruídos internos e externos em equilíbrio, finalmente. Uma ventania ou outra que causa distração, mas daquela boa, pra relaxar porém não me farão esquecer de comprar a cola quando chegar no mercado. 




quarta-feira, 3 de maio de 2017

Cortina


Estar no meio do furacão, como será? Em meio a música que toca como plano de fundo na minha mente penso em nossa vida. Nossa. Ninguém vive sozinho. Podemos querer certo isolamento, certa privacidade para conseguir ouvir até o que não é tão bom de perceber, como aquele defeito quase incontrolável. Aqueles pensamentos indesejáveis. Minhas lembranças, suas, nossas.

Nem todos possuem sapatinhos de rubi esperando na hora de sair da casa. Nem todos sentem necessidade de sair das quatro paredes. Não que o concreto tenha todo esse poder separatista, não é mesmo? Coloco certa impotência em mim mesmo como desculpa, tentando diminuir minha culpa, minha responsabilidade pela ausência dos sons. Em tudo estamos juntos, é tudo nosso. Se eu quiser, não será a cortina que vai me segurar.

Incontáveis fins de semana, saídas de ônibus e chegadas aparentemente solitárias. Não se engane, é tudo nosso. Você nunca sabe quem está observando o teu agir. O chapéu não é o melhor disfarce, já esqueci. Se as coisas estão estranhas lembre-se de mim, por favor. Não deixe a cortina me impedir. Tire o fone do meu pescoço, enrosque o teu abraço naquele que precisa. Saberás identificar quando esquecer e quando dar importância ao relógio, fique tranquila.

Ah, o tempo. Gastei demais dele na janela, tendo medo de retirar o cachecol e sentir o vento. Agora, o casaco está guardado e vou esperar o teu abraço e a tua delicadeza. As nossas lembranças. As famílias dos amigos, os porteiros, as professoras, os conhecidos. É tudo nosso. Não deixe a cortina me deter.

Estar no olho do furacão é permitir a presença daquele redemoinho que cerca. Com o carro, com a telha, com o cavalo, com o pincel, tudo gira, se mexe e remexe e se revolta em si mesmo. Tudo nosso. Tudo teu e meu ao mesmo tempo. Redemoinho que arrasta, cortinas que me enrolam e me afastam. Pegou o meu relógio, menina? Faça o tal resgate das quatro paredes e leve para fora. Leva contigo pra passear, coloca o afeto e a paz e o tempo que passa. Passeie para ti, para o que é meu, o que é nosso e o que será.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Tecido


Respeitei o silêncio, apesar da minha curiosidade. Meu desejo de saber que estava tudo bem ou tudo indo mal. Tantas mudanças aconteceram com a cumplicidade, desde a grande necessidade de mantê-la até mesmo os intervalos quase invisíveis, que talvez apenas eu tenha sentido. Em todas as conversas, duas pessoas aparentemente mais frias e racionais, deixavam suas máscaras caírem e entre risos e filosofias construíam o tecido que hoje as une. Amizade é entender a quietude, assim como se aturar os barulhos por ela produzidos.

Narrador observador é o que sou, não me deixo envolver. As histórias que presencio se entrelaçam, e a maioria delas é construída com furos. Chamo atenção para alguns afastamentos entre os pontos dados pela agulha. As máscaras caídas durante cada conversa eu guardei nas minhas lembranças, pois não é todo dia em que podemos conhecer as metades das pessoas. Os bancos da escola ainda possuem marcas de tênis, dos momentos em que vocês sentaram de perna cruzada e me deixaram ouvir seus pensamentos sem ressalva.

Quando o ano acabou o que me sobrou foram as conversas de Whatsapp que passaram e ainda acontecem. No interior do peito já bateu saudade daquele jeito cheio de vergonha de vocês antes de falar algo sério, muito antes de ficarem à vontade, mesmo sem nada pra expressar. O silêncio já não significa afastamento, significa pausa e respirar pra assimilar. Talvez seja brega, porém posso afirmar que as respirações coincidiam, juntamente aos olhares.

Não se trata de romance. Mesmo que fosse, podemos concordar que nem todo romance consegue evoluir para tal ponto. Os devaneios presentes nesta carta que escrevo referem-se a duas pessoas que conheceram-se durante anos e agora com a distância permanecem com seus corações ligados. Não se trata de romance, mas sim de carinho e respeito por uma memória construída de forma coletiva. Trata-se de fotos de caderno compartilhadas, músicas ouvidas em conjunto. Trata-se de uma blusa emprestada. Refere-se a amigos e o que devemos compartilhar com eles.

Graças a norma da língua chamo meus personagens ora de "eles" - quando uso "amigos" no seu sentido mais genérico - ora de "elas" - quando pessoas -. Você sabe o quanto adoro um melodrama em meus escritos, portanto posso destrinchar a identidade daqueles que vi ou fui, no futuro (ou não). Adoro metáforas e mistérios, mesmo que talvez cometendo algum deslize em minha técnica, peço-te que me avise rápido para continuar enfeitando meus pensamentos. É a beleza de utilizar o e-mail.

Deixo agora meu silêncio, minha pausa com a agulha. A lição daquilo que observei já aplicamos faz tempo, mas gosto de me enxergar nos outros, de exercitar. Até breve.

sexta-feira, 10 de março de 2017

O ECC está no Instagram

O blog não para! Mais uma forma de acompanhar o conteúdo pra você!

Até 2015, o meu perfil pessoal do Instagram era público. Por questões de segurança e privacidade, decidi torná-lo privado. Não fez tanta falta, pois o conteúdo postado lá não complementava em nada o do blog. Por outro lado, com  a minha dificuldade no ano passado em atualizar o blog, senti que precisava buscar alternativas de publicação.
































Já está cheio de conteúdo! Tem coisa relacionada as postagens, coisas que compartilhei apenas no perfil do Instagram. Enfim, siga @estacaocomcor e não perca nada!

As outras redes sociais:
Twitter: @rayssalf
We♥It: @rayssalf